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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Após 20 anos, real perde poder de compra, e nota de R$ 100 vale só R$ 22,35

Ao longo de quase 20 anos do Plano Real, a inflação acumulada desde 1/07/1994 até 1/2/2014, medida pelo IPCA, foi de 347,51%.  Assim, um produto que custava R$ 1,00 em 1994 custa hoje R$ 4,47.
O matemático financeiro José Dutra Vieira Sobrinho afirma que, em decorrência desse fato, a cédula de R$ 100,00 perdeu 77,65% do seu poder de compra desde o dia em que passou a circular. Com isso, o poder aquisitivo da nota de R$ 100,00 é hoje de apenas R$ 22,35.
A perda desse poder aquisitivo é calculada por uma fórmula matemática na qual se divide o valor nominal da moeda pela taxa de inflação somada a 1. Quem quiser aprender a calcular a perda do poder aquisitivo da moeda pode acompanhar a explicação do professor Dutra no seu blog.
"O real foi reduzido a quase um quinto do valor em 20 anos", diz o professor. "Mas isso ainda é uma vitória. Porque mesmo passados 20 anos, ela ainda mantém um certo poder aquisitivo. O histórico anterior era de uma inflação que chegava a 5.000% ao ano."

A garoupa virou lambari


"Com essa desvalorização, se o indivíduo ganhava R$ 100 em 1994 agora precisa de R$ 400 para poder atender aos seus desejos", diz o professor de Economia do Insper Otto Nogami. "A garoupa virou um lambari", referindo-se ao peixe que estampa a nota de R$ 100.
A onça também virou um gatinho –a nota de R$ 50 hoje tem o poder de compra de R$ 11,17. Em 20 anos, o valor da moeda de R$ 0,01 praticamente desapareceu.
Isso se deve por conta do efeito da inflação sobre o poder de compra. "A inflação é o  termômetro que mede a diferença entre o desejo de consumir e a capacidade de produzir", diz Nogami.
Quando o desejo de consumir é maior do que a capacidade de produção, os preços sobem.

Inflação é problema crônico no Brasil

O crônico problema brasileiro com a inflação está, portanto, na incapacidade de o país produzir o suficiente para atender à demanda reprimida, ou seja, àqueles que querem consumir e pagam por isso.
"Há também um incentivo inconveniente e imprudente por parte do governo de estimular compras sendo que não há a produção necessária para atender o consumo.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O pacote do desespero

Em queda nas pesquisas e com sérios problemas de aceitação em vários setores, Dilma lança "pacotes de bondade" numa agenda que mais parece campanha eleitoral. Resta saber se vai conseguir a credibilidade que precisa para chegar á reeleição

As medidas que serão anunciadas pela presidente foram divididas em três grupos: tributárias, de crédito e regulatória, informou o jornal “Folha de S.Paulo”. Entre elas, a retomada do Reintegra, programa que devolve tributos aos exportadores, com alíquota simbólica para não pesar nas contas públicas. O governo pode sinalizar ainda que renovará o PSI (Programa de Sustentação do Investimento), do BNDES, em 2015.
A presidente Dilma se reúne na tarde desta quarta-feira, no Palácio do Planalto, com empresários de várias áreas para anunciar medidas de apoio à indústria. O encontro é também uma tentativa de aproximação política com um dos setores mais críticos da política econômica de seu governo. 

Na reunião do Fórum Nacional da Indústria, que foi transferida da sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para o Planalto a pedido de Dilma, a presidente deve atender parte das reivindicações feitas pelo setor produtivo no fim de maio e sinalizar com medidas futuras, num eventual segundo mandato. 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Cadê o fuleco?

Quando Jérôme Valcke anunciou, em 2012, o tatu-bola como mascote da Copa, exaltou que o bicho, mais que um símbolo, representava o legado de "proteger a natureza". Um ano e meio depois, a Fifa não destinou um centavo para preservá-lo. Coincidência ou não, o Fuleco anda sumido nos estádios da Copa e não apareceu nem mesmo na cerimônia de abertura do Mundial.
O líder da Associação Caatinga, organização não governamental que propôs o tatu-bola como mascote da Copa, diz que a Fifa tentou um acordo de última hora com grupos que defendem a preservação do animal, mas o valor oferecido era "uma proposta indecorosa", segundo Rodrigo Castro. A bilionária entidade máxima do futebol, que teve um lucro de US$ 2,4 bilhões nos quatro anos de preparação da Copa 2014, encerrou as negociações depois que a ONG não aceitou os US$ 300 mil que ofereceu. E que seriam distribuídos em 10 anos.
A felicidade da escolha em setembro de 2012 se transformou em tristeza com as negativas da Fifa em ajudar o animal da caatinga, que é ameaçado de extinção. Com a presença de toda alta hierarquia da Fifa no Brasil nos últimos dias, inclusive Federico Addiechi, o chefe de responsabilidade social da entidade, veio uma proposta oficial após 16 meses de negociações.
"Eles ofereceram um trocado, um dinheiro que sobrou do programa de neutralização de emissão de carbono deles. Fizemos uma contraproposta e esperamos uma resposta até o apito final da Copa", afirma Castro.
Os US$ 300 mil oferecidos pela Fifa são uma quantia menor do que a colaboração de outros patrocinadores da ONG. O valor não teria impacto no programa de preservação de matas de caatinga e no estudo das espécies do sertão nordestino.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Dilma intensifica agenda, mas não evita queda

A presidente Dilma tem percorrido o pais num esforço sem sucesso de interromper as  quedas nas pesquisas eleitorais

Desde que a pesquisa ISTOÉ/Sensus, publicada no início de maio, revelou pela primeira vez que a sucessão presidencial caminha para ser decidida em segundo turno, o comando da campanha de Dilma Rousseff impôs à presidenta um novo ritmo. Durante todo o mês de maio e nos primeiros dias de junho, Dilma intensificou as entrevistas para as redes de tevê, manteve encontros com empresários, varejistas e entidades ligadas à educação. Anunciou pacotes de bondades para 56 setores da economia, viajou para diversos Estados, entregou máquinas agrícolas e ambulâncias para prefeituras e inaugurou uma sucessão de obras, nem todas acabadas. Todo o esforço, no entanto, não foi suficiente para reverter a tendência de queda na preferência do eleitorado. A nova pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada entre 26 de maio e 4 de junho mostra que a presidenta Dilma Rousseff caiu 1,8% em relação ao levantamento anterior, passando de 34% para 32,2% das intenções de voto, num cenário em que os chamados candidatos nanicos também são colocados. Trata-se de uma queda no limite da margem de erro de 1,4%.
A pesquisa que ouviu cinco mil eleitores em 191 municípios de 24 Estados também mostra a tendência de crescimento da principal candidatura da oposição. Segundo o levantamento, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) saltou de 19,9% para 21,5%, também no limite da margem de erro. “As variações não são grandes, mas são significativas na medida em que traduzem uma migração de votos para a oposição”, diz Ricardo Guedes Ferreira Pinto, diretor do Sensus.

Veja a íntegra da reportagem da revista Isto É sobre a corrida ao planalto no link abaixo.

domingo, 15 de junho de 2014

Em queda nas pesquisas, Dilma pode "subir o tom"

A queda nas pesquisas está dividindo a campanha petista sobre o melhor rumo a ser tomado daqui pra frente. Como governante ela fracassou, resta agora tentar acertar na campanha de marqueting para tentar a reeleição, que vai ficando cada vez mais difícil. Abaixo a íntegra da coluna Painel da Folha de São Paulo.


Cabo de guerra A campanha petista está dividida sobre o tom que Dilma Rousseff deve adotar diante da queda nas pesquisas. A ala liderada pelo ex-ministro Franklin Martins quer que ela antecipe o embate político e assuma um tom ofensivo contra os adversários e a imprensa. Ele argumenta que o Planalto está na defensiva e tem se deixado pautar pela oposição. O marqueteiro João Santana defende que Dilma não deve cair no “bate-boca” e pede paciência até o início da propaganda na TV.

sábado, 14 de junho de 2014

As vaias a Dilma - estão reclamando de que?




De repente parece que a presidente foi uma vítima "covardemente" agredida com as vaias enfáticas na abertura da Copa do Mundo. Ora, as vaias a Dilma são o grito de quem rejeita o papel de palhaço no circo armado pelo PT. Agora vem essa militância comprada pelo PT com o dinheiro público censurar até as vaias da nação a essa presidente que não está nem aí pro país?! Nossa economia afundando, a inflação disparando e ela falindo a Petrobrás e investindo em Cuba e na Venezuela? Vale a pena assistir o vídeo.

Aécio Neves agora é oficialmente candidato

Cenário eleitoral começa a se definir. Nas próximas semanas o PT deve homologar Dilma Roussef e o PSB, Eduardo Campos para uma disputa que promete ser acirrada!



Na convenção nacional do partido, que reuniu milhares de militante de todo o país hoje, sábado 14, em São Paulo, o PSDB homologou o senador Aécio Neves como candidato ao Planalto.


Ainda não está definido o vice na chapa do tucano.
Aécio deve ter como principais adversários Dilma Roussef, que tenta a reeleição pelo PT e deve ser homologada candidata no próximo dia 21; e o ex governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que deve ser confirmado pelo PSB no dia 29. Uma disputa que promete ser acirrada e só definida no segundo turno. Segundo a última pesquisa de intenção de votos, divulgada hoje pelo Instituto Sensus, Dilma continua com tendência de queda e está com 32% das intenções da voto - Aécio Neves 21% e Campos 7%.

Na convenção do PSDB que homologou Aécio, várias lideranças tucana se pronunciaram, destacando a necessidade de mudar o Brasil. José Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foram enfáticos ao criticar o que chamaram de "incompetência e corrupção do governo do PT".