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sábado, 6 de setembro de 2014

Marido de Marina é réu em processo por negociata que resultou em R$ 44 milhões de prejuízo aos cofres públicos.


Fábio Vaz de Lima, marido da ex-senadora, ex-ministra e candidata à Presidência da República Marina Silva, é réu numa ação civil por improbidade administrativa. A ação tramita na 6ª Vara da Justiça Federal, em São Luís, capital do Maranhão. Conhecido e noticiado como “Caso Usimar”, o processo, número 2001.37.00.008085-6, está, neste momento, com o juiz federal Jorge Ferraz de Oliveira Junior. O último registro eletrônico no site da 6ª Vara Federal diz que os autos estão conclusos para decisão desde o último dia 5 de maio.

Vaz e outros 18 réus foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por ter aprovado, em 14 de dezembro de 2000, um projeto da Usimar Componentes Automotivos no Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Segundo a denúncia, o projeto, que nunca saiu do papel, resultou num prejuízo de R$ 44,15 milhões. A ação tramita na Justiça desde dezembro de 2001. Já subiu para o Supremo Tribunal Federal – mas, em 2008, a ministra Cármen Lúcia mandou que retornasse à 6ª Vara, onde está até hoje, 13 anos depois de começar, à espera de julgamento.

Vaz foi procurado por ÉPOCA, direta e indiretamente. Não quis falar até o fechamento desta reportagem. No dia 20 de agosto, quando Marina se declarou candidata a presidente no lugar de Eduardo Campos, Vaz deu uma entrevista ao blog do jornalista Altino Machado, de Rio Branco, capital do Acre. Machado perguntou sobre o Caso Usimar. Vaz respondeu: “Infelizmente, colocaram meu nome de maneira indevida, pois naquela reunião do Conselho Deliberativo da Sudam eu participava apenas como ouvinte. Não votei, pois não era titular e nem suplente do Conselho Deliberativo. Estou pagando caro por um erro que não cometi”.

Na ata da reunião da Sudam – onde 19 conselheiros tinham direito a voto –, o nome dele aparece como um dos 18 nomes que deram aprovação ao projeto da Usimar. Apenas um voto foi contundentemente contra – do então superintendente da Receita Federal para a Região Norte, João Tostes Netto, hoje secretário estadual da Fazenda no Pará. Num voto estritamente técnico, Tostes elencou diversas irregularidades que, no seu entendimento, não deveriam permitir a aprovação. 

Vaz estava na reunião da Sudam, em São Luís, representando oficialmente o então governador do Acre, Jorge Viana (PT), do qual era subsecretário. Viana e seu suplente, o secretário de Planejamento Gilberto Siqueira, não puderam comparecer. “Fui deslocado para São Luís de maneira inesperada”, disse. “Viajei uma noite toda, cheguei no final da manhã, mas atrasado para a reunião da Sudam. Por ter assinado a lista de presença, acredito que meu nome foi colocado na ata, depois não (me) ocorreu atenção de retificar.” Vaz responde a processo porque seu nome aparece na ata – e a Justiça decidirá sobre sua participação no episódio.

Vaz tem 49 anos e é pai de dois dos quatro filhos de Marina. Nascido em Santos, litoral paulista, foi para o Acre com 17 anos, em 1983. Enraizou-se, trabalhou na área agrícola e na militância social. Conheceu Marina na Universidade Federal do Acre. Juntaram os trapos em 1986, quando ela já se separara do primeiro marido. Foram ambos do PT até 2009, quando Marina se desfiliou e entrou para o PV. Embora tenha se desfiliado, Vaz nunca entrou para o PV ou outro partido. Também não se afastou dos governos petistas no Acre – onde trabalhou em cargos executivos de confiança durante quase 14 anos. Só se afastou do governo de Tião Viana dois dias antes de Marina declarar-se candidata a presidente. Como secretário adjunto de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis, seu salário era de R$ 18 mil. (Revista Época)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Dilma comete mais um crime eleitoral


Em visita oficial a Expointer, no Rio Grande do Sul, a Presidência da República credencia os jornalistas com material de propaganda eleitoral da candidata. É crime eleitoral. Mais um. O TSE aparelhado, com certeza, fechará um olho. O Ministério Público Eleitoral idem. E tem gente que ainda acredita em igualdade de condições nestas eleições.



quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Nós, os 15%, poderemos ser 30%?


Aécio Neves (PSDB), neste momento, possui 15% das intenções de votos na corrida presidencial. Sou um destes 15% e creio que a grande maioria que lê este blog também faz parte deste minguado contingente. Já fomos 23%, em alguns momentos, até o desastre que se abateu sobre a consciência política do país. Especialmente sobre a consciência da elite brasileira.

Segundo o Painel da Folha, os eleitores mais ricos e escolarizados continuam a trocar Aécio Neves (PSDB) por Marina Silva (PSB). Entre os brasileiros com renda familiar acima de 10 salários mínimos, o tucano caiu 13 pontos em duas semanas, de 38% para 25%. A ex-senadora subiu 14 e avançou de 27% para 41%. Na faixa com ensino superior, Aécio perdeu 12 pontos e foi de 31% a 19%. Marina ganhou 12 e saltou de 30% para 42%. O índice de Dilma Rousseff (PT) variou pouco nos dois grupos, mostra o Datafolha.

Esta é a maior prova de que não se trata do candidato tucano ser mais agressivo ou menos agressivo. Da sua campanha estar certa ou errada. Este eleitorado top de linha possui todas as condições para analisar propostas e não a cor da camisa do candidato e tampouco a sua linguagem. E está optando por Marina Silva, que não apresentou nada diferente de Aécio. Ao contrário: tem copiado descaradamente capítulos inteiros do programa de governo tucano. 

É óbvio que votar em Marina é dar um salto no escuro, basta olhar a sua luta insana contra o novo Código Florestal, posicionando-se totalmente contra a propriedade privada. Atacando o único setor sustentável da nossa economia: o agronegócio. É espantoso que a elite brasileira aceite o fundamentalismo escancarado da candidata, que abre aleatoriamente a Bíblia para dali tirar orientação divina para as suas decisões. Sem falar na preconceituosa posição sobre os gays.

Aécio não emocionou? Não cativou? Tudo isso pode valer para as classes menos favorecidas, jamais para a elite do país. Esta não deveria analisar o mensageiro, mas sim a mensagem e o que ela representa. O programa de governo de Aécio Neves, bem como a equipe que o cerca, é uma garantia de que o Brasil poderá vencer a crise econômica, com sacrifícios, é claro, mas com total segurança quanto ao valor da meritocracia, o apoio ao empreendedorismo, a solidez macroeconômica, por exemplo. O que Marina Silva oferece além de um governo caixa preta?

Outro dado das pesquisas de ontem. No segundo turno, Dilma começa a atrair eleitores de Aécio que antes migravam para Marina. Há uma semana, 64% dos aecistas preferiam a ex-senadora, e 18% iam para Dilma. Agora a divisão é de 59% a 24%. 

Diante de um quadro lastimável como esse, cabe a pergunta? Nós, os 15%, poderemos ser 30%? Eu vou continuar acreditando, sem questionar o candidato e a campanha que escolhi. Se pudesse, eu mudaria não de candidato, mas de elite. Esta que aí está é motivo de vergonha e o indicador de que vamos penar mais algumas gerações até sermos um país potência, com uma democracia sólida e um povo capaz de fazer as melhores escolhas.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

'Uma nova aventura não faria bem ao povo brasileiro', diz Aécio Neves


O Jornal da CBN faz uma série de entrevistas com os presidenciáveis. Nesta quarta-feira, o candidato do PSDB disse que tem certeza que o partido não o abandonou, ao ser perguntado sobre a possibilidade de Marina Silva ser um 'plano B' do PSDB.
Aécio falou também que a legenda tem um time qualificado 'que não precisa olhar sobre a cerca do vizinho', fazendo referência à informação de que Marina teria procurado nos quadros do PSDB profissionais para orientar sua campanha.
No começo da entrevista, Milton Jung perguntou a Aécio sobre o caso da mulher que procurou uma clínica de aborto no Rio de Janeiro e depois desapareceu. O candidato do PSDB disse que o fato envolve dois assuntos distintos: saúde pública e aborto. No caso da saúde, segundo Aécio, o governo precisa investir mais. O candidato disse que, hoje, somente 45% do investimento vêm da União. No caso do aborto, Aécio falou que é a favor da lei em vigor, que permite o procedimento em casos específicos. Além disso, completou o candidato, esse assunto tem de ser resolvido pelo Congresso, e não pelo presidente. Aécio disse que não se opõe a essa discussão entre os parlamentares.
Na sequência da sabatina,  Milton pergunta a Aécio se Marina Silva é uma onda, ou um tsunami na eleição. O candidato rebate: 'temos de receber as modificações no quadro eleitoral e aguardar que os eleitores definam quem vai para o segundo turno'. Aécio diz que a candidata Marina tem muitas virtudes, mas que agora ela tem de mostrar com clareza quais são seus objetivos de governo.
Milton Jung pergunta: quem é então o adversário agora? Segundo o candidato do PSDB à presidência, a candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, fracassou e vai perder o pleito. Segundo o tucano, os brasileiros têm hoje apenas duas opções: a candidatura dele e a de Marina Silva, do PSB. Ele também voltou a cobrar da ex-senadora um plano de governo mais claro.
Ainda sobre Marina Silva, Milton pergunta ao candidato sobre o apoio do PSDB a ele em São Paulo: 'em São Paulo, somente depois de três semanas, seu nome apareceu associado ao nome de Geraldo Alckmin na campanha, sendo que, o nome de Marina Silva, já tinha sido associado muito antes. O PSDB desistiu do senhor candidato?' A essa pergunta Aécio respondeu: 'tenho certeza que não'. O candidato diz que é preciso ter serenidade neste momento e não tentar antecipar o que deve ocorrer em 05 de outubro, já que, segundo ele, seu partido tem um projeto para o Brasil e 'uma nova aventura não faria bem ao povo brasileiro'.
Em relação a seus projetos, Milton perguntou a Aécio sobre o 'poupança jovem', que teria atingido somente 1% das cidades em Minas, conforme reportagem da Folha de São Paulo. Segundo o candidato, o objetivo desse programa não é atingir todas as cidades mineiras mas sim as comunidades dos maiores centros urbanos. Segundo ele, nessa perspectiva, o programa chegou a 8% do público alvo e a meta seria 10%. No Brasil, diz o candidato, esse programa deve ser aplicado em dez estados onde há evasão escolar acima de 13%. A meta de público é de um milhão de alunos, que devem receber, após seguirem algumas regras, R$ 1000 por ano, durante três anos.
Kennedy Alencar perguntou ao candidato sobre Armínio Fraga, que seria o ministro da Fazenda de seu governo. O comentarista lembrou declarações de Armínio, que inicialmente falava que o país precisaria de medidas duras para adequar a política econômica, mas, com o início da campanha, mudou o discurso e disse: 'não vamos arrochar salários e nem assassinar velhinhas'. Sobre o assunto, o candidato disse que sua política econômica será responsável, já que, de acordo com ele, 'todas as maldades já foram feitas pelo atual governo'.


http://cbn.globoradio.globo.com/grandescoberturas/eleicoes-2014/presidencia/2014/09/03/UMA-NOVA-AVENTURA-NAO-FARIA-BEM-AO-POVO-BRASILEIRO-DIZ-AECIO-NEVES.htm#ixzz3CGHdFByR

terça-feira, 2 de setembro de 2014

PT vai para o tudo ou nada na internet.


O comando da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff decidiu intensificar a “guerrilha virtual” contra a candidata do PSB ao Planalto, Marina Silva, principal adversária do PT até agora. Em reunião nesta segunda-feira, 1, entre a equipe responsável pelas redes sociais de Dilma e coordenadores de comunicação de partidos aliados nos Estados ficou acertado que é preciso acelerar a desconstrução de Marina como boa gerente e explicitar as suas “contradições”. “A Marina já é uma contradição em si. Ela vai e volta, avança e recua. Está mais para errática do que para sonhática”, diz o vice-presidente do PT e responsável pelas redes sociais da legenda, Alberto Cantalice.

O problema é que nem PT nem aliados encontraram uma fórmula para atacar Marina. No encontro de ontem, coordenado por representantes das agências Pepper e Polis - que cuidam da comunicação da campanha de Dilma -, a avaliação foi de que a ex-ministra parece uma candidata “teflon”, já que nada de negativo gruda nela. 

Além disso, Marina também foi considerada uma adversária “mais sofisticada” do que o tucano Aécio Neves. Motivo: para o PT, é mais difícil criticar alguém que já foi do partido e tem uma história de militância na área ambiental reconhecida. 

Numa tentativa de reação, ministros e dirigentes petistas já começaram a espalhar que, quando Marina era titular do Meio Ambiente do Luiz Inácio Lula da Silva (2003 a 2008), o desmatamento ainda estava muito alto: 18 mil km². O patamar caiu para menos da metade (7 mil) quando Carlos Minc assumiu a pasta, em 2008. A média de desmatamento do governo Dilma, hoje, está em 5.560. 

O comitê da reeleição baterá na tecla de que Marina representa uma candidatura da elite, como Aécio. A estratégia tem o objetivo de criar uma vacina aos resultados de pesquisas em poder do Planalto, segundo as quais ela é vista como “candidata simples”, “mulher do povo” e “gente como a gente”. Os atributos preocupam o PT porque sempre foram associados a Lula, fiador de Dilma. 

‘Neoliberal’. A ordem é partir para o confronto com Marina, mostrando que o programa de governo do PSB traz um receituário econômico “tucano e neoliberal”, que, no passado, provocou desemprego e recessão. Em entrevistas e nas redes sociais haverá destaque para o fato de que Marina tem Neca Setubal, herdeira do banco Itaú, como coordenadora de sua plataforma, e o economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, entre seus principais colaboradores. O PT também insistirá em que a autonomia do Banco Central defendida pela adversária resultará no aumento da taxa de juros. 

A campanha de Dilma considera necessário reforçar o trabalho nas redes sociais por avaliar que a equipe de Marina é mais ativa na internet do que a de Aécio. O encontro de ontem foi o primeiro passo para engajar as candidaturas de governadores, senadores e deputados no confronto virtual com Marina. 

As equipes foram instruídas sobre como replicar, em suas páginas próprias, o conteúdo disparado pelo sites Muda Mais, coordenado pelo jornalista Franklin Martins; Mais Mudanças, Mais Futuro, sob a responsabilidade do marqueteiro João Santana, e pelo portal do PT. 

Antes focados na comparação dos 12 anos de administração do PT com os oito anos de governo do PSDB, esses canais passaram a bombardear Marina quando ela apareceu nas pesquisas de intenção de voto “colada” em Dilma. Nos sites há material que explora as “erratas” no programa de Marina - como o recuo sobre o causa gay - e posições assumidas no passado contra os transgênicos, cuja liberação teve apoio do seu candidato a vice, deputado Beto Albuquerque (PSB). (Estadão)

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Marina expurga gays da sua campanha


O recuo no programa de governo voltado à população LGBT da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, provocou a terceira baixa na coordenação da campanha. Insatisfeito com a divulgação de uma errata sem consulta prévia ao setor, Luciano Freitas - secretário nacional LGBT da sigla e coordenador da campanha para o segmento - informou no último sábado que não participará mais da campanha da ex-senadora. Já deixaram a coordenação da campanha o secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira e Milton Coelho, todos da Executiva da legenda.

Freitas foi surpreendido pela divulgação de uma nota oficial retificando o que havia sido prometido em defesa dos direitos da população homossexual menos de 24 horas após o lançamento do programa oficial. A campanha do PSB alegou "falha processual na editoração do texto" e tirou do documento os pontos mais polêmicos.

No sábado, horas depois da publicação da errata, o segmento faria uma reunião com a coordenação da campanha para discutir o encontro da candidata com a comunidade LGBT, que seria no mesmo modelo do encontro de Eduardo Campos com a Juventude do partido. O encontro LGBT foi deixado de lado e o assunto dominante foi a errata. Participantes da reunião revelaram ao Broadcast Político que as manifestações do pastor Silas Malafaia e a repercussão da comunidade evangélica nas redes sociais provocaram pânico na campanha de Marina e a candidata se viu pressionada a rever seu programa. "Criou-se um furdunço nas redes sociais e nós tememos por isso", revelou uma fonte.

Segundo relatos, Freitas questionou a mudança no programa por pressão de setores conservadores. Ele já havia feito ressalvas à Marina na reunião da Executiva que selou sua candidatura. Na ocasião, o dirigente disse temer que a ex-senadora não seguisse o programa aprovado por Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo no dia 13 de agosto.

As propostas apresentadas na sexta-feira (29) pela campanha de Marina seguiam integralmente a pauta de reivindicações que o PSB havia articulado com os demais partidos da coligação e encaminhado a Maurício Rands e Neca Setúbal, coordenadores do programa de governo. "O programa estava como o PSB pensa (sobre as demandas da comunidade LGBT), mas a candidata tem o direito de não assumir determinados compromissos. Ela quem tem que dizer se dá para assumir ou não", comentou um dirigente da cúpula do PSB.

Freitas avisou aos participantes que passará a se dedicar à campanha de Paulo Câmara (PSB) ao governo de Pernambuco e que, apesar de deixar a campanha presidencial, ainda considera o programa de Marina o mais ousado para o segmento LGBT. "Se o Eduardo tivesse se encontrado numa situação como esta, ele faria o diálogo, não uma errata logo de cara", comentou um participante da reunião de sábado.

Otávio Oliveira, que a partir de 2015 será o novo secretário nacional LGBT da legenda, substituirá Freitas na campanha. Fontes disseram que Oliveira também fez críticas ao recuo de Marina, mas alegou que seu projeto para a população homossexual é mais avançado que o dos outros candidatos e que por essa razão não dava para abrir mão do projeto presidencial.

Recuos

Um dos pontos que foram cortados do programa de Marina é o apoio ao projeto de lei 122, em tramitação no Legislativo, que equipara o crime de homofobia ao racismo, com a aplicação das mesmas penas previstas em lei. Outro recuo se refere à união entre pessoas do mesmo sexo. Na versão original, Marina prometeu "apoiar propostas em defesa do casamento civil e igualitárias com vistas à aprovação dos projetos de lei e da emenda constitucional em tramitação, que garantem o direito ao casamento igualitário na Constituição e no Código Civil". Na proposta modificada, ela diz que vai "garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo".

Logo após a primeira divulgação do programa presidencial do PSB, o pastor Silas Malafaia usou as redes sociais para condenar as propostas. "Não tem como separar vida cristã de nossas atitudes no trabalho, política, família e etc. Ou agradamos a Deus ou agradamos o mundo, ESCOLHA!!!", escreveu o pastor em um recado direto à candidata. O líder evangélico cobrou de Marina uma posição entre a política e sua fé cristã e disse que seu programa era pior do que o apresentado pelo PT e PSDB por apoiar "descaradamente" o casamento gay. "Aguardo até segunda uma posição de Marina. Se isso não acontecer, na terça será a mais dura fala que já dei até hoje sobre um presidenciável", ameaçou.

O problema do Brasil não são os seus pobres lúcidos e pragmáticos. É a sua elite branca e burra.


Os pobres do Brasil, sempre  tão atacados por não saberem votar, pelo menos são lúcidos, fiéis e pragmáticos. Continuam votando no PT que lhes dá a Bolsa Família. Garantem o patamar de 30% de Dilma Rousseff nas pesquisas. O problema do Brasil é a sua elite, especialmente a elite jovem, burra, desinformada, que não tem a mínima noção de economia, de gestão e, principalmente, de país. É esta elite que está elevando os índices de Marina Silva nas pesquisas. Transformando uma candidata sem experiência e sem equilíbrio, que pratica um discurso pobre de rebeldia e negação da política, como se a negando vá conseguir governar um país em crise, que pratica a democracia representativa. Leiam, abaixo, matéria da Folha de São Paulo.

As intenções de voto na candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, cresceram entre o eleitorado cujo partido de preferência é o PSDB --a ex-senadora subiu de 20% para 25% no grupo. No mesmo período, o tucano Aécio Neves oscilou entre simpatizantes de seu partido de 62% para 61%. Apesar de, nesse caso, não ter ocorrido transferência direta de votos de Aécio para Marina, o crescimento da pessebista no conjunto diminui o espaço de expansão do candidato do tucano exatamente entre aqueles aos quais seria mais fácil arregimentar. 

Os dados, da pesquisa Datafolha divulgada na sexta (30), mostram que Aécio é o que possui menos intenções de voto entre apoiadores do próprio partido, dentre os três principais postulantes. Enquanto Dilma Rousseff (PT) soma 78% dos votos petistas, e Marina tem 83% dos pessebistas, Aécio atinge 61% entre eleitores tucanos. Levando em conta o eleitorado que declara preferência partidária, Marina é a única que lidera em mais de uma sigla. Além do PSB, ela é a mais votada entre os que apoiam o PV (83%) e o PMDB (37%). 

Entre a primeira pesquisa do Datafolha com Marina, feita imediatamente após a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, e a segunda, realizada na semana passada, a campanha de Aécio assistiu à migração de parte de seu eleitorado em direção à candidata do PSB. A desidratação ocorreu entre os eleitores mais escolarizados e com renda entre 5 e 10 salários mínimos. Esse perfil é semelhante ao eleitor típico da ex-senadora, que é jovem, bem escolarizado, morador de cidade média ou grande e possui renda familiar acima da média nacional.

Na última pesquisa, Marina vence entre jovens, pessoas com ensino superior, e no eleitorado com renda entre 5 e 10 salários mínimos. Dados por segmento mostram os perfis em que cada um vai bem ou mal. Ajudam a mapear forças e fraquezas dos concorrentes e a ajustar discursos.