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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Setor de moda em MG faz evento em apoio a Aécio Neves


A Moda pede 45
O setor da moda mineira se reúne, na próxima quarta-feira, 24/09, no Museu Inimá de Paula, em manifestação de apoio aos candidatos do PSDB: Aécio Neves para presidente, Pimenta da Veiga para governador e Antonio Anastasia, para senador.
O projeto A Moda pede 45 envolve 20 conceituadas marcas de Belo Horizonte, que enviaram peças customizadas com o número 45 ou nas cores amarelo e azul do partido para um ensaio fotográfico, cujas fotos, assinadas por Breno Mayer, serão projetadas durante a festa. A intenção é que as imagens também alcancem a mídia mineira possibilitando a divulgação do evento e o posicionamento da classe.
Vários setores da indústria fashion estão participando da iniciativa, capitaneada pelo estilista Cellso Afonso, dono da marca homônima, cujos produtos da coleção também marcam presença no editorial.
Júnia Gomes, Paula Bahia, Cláudia Mourão, da área de calçados e bolsas; Mabel Magalhães, Bárbara Bela, Cosh e Tidda, do setor festa; DTA e Civil, do de jeanswear; Think, Graça Ottoni, Rogério Costa, Marcelo Blade, Engenharia da Moda, Fabiano Sozzani, Renato Loureiro, PG&B, Tereza Santos e Victor Dzenk, do segmento prêt-à-porter, aderiram à causa.
O diferencial da proposta é que os responsáveis por essas empresas estarão levando profissionais da sua equipe, incluindo os que trabalham no chão de fábrica, como seus convidados, para participar da manifestação. Demais empresários importantes do setor, que não puderam integrar o editorial, também estarão presentes.
Identificado com as ideias do PSDB, particularmente as que prometem incentivos para a recuperação das indústrias brasileiras, Cellso Afonso idealizou o projeto A Moda pede 45. “A moda não poderia ficar de fora desse processo. É um braço industrial importante da indústria, uma grande empregadora, gera divisas, paga pesados tributos e, como todo o setor, está passando por dificuldades. Essa foi a forma encontrada para expressar nosso apoio político”, afirma o estilista.





Aécio renova compromisso de rever fator previdenciário.


O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, afirmou, em entrevista gravada na segunda-feira (22) e transmitida nesta terça (23) pelo “Bom Dia Brasil”, que o governo “afugentou” o investimento privado no Brasil nos últimos anos.  Segundo o presidenciável, o governo petista “demonizou” ações como as parcerias público-privadas (PPP) e concessões.

“Foi o  atual governo que afugentou durante dez anos os investimentos privados que seriam parceiros, por exemplo, na nossa infraestrutura. Esse governo demonizou, por dez anos, PPPs, concessões, privatizações, quase que os considerando crimes de lesa-pátria. Perdemos dez anos e esses investimentos, que poderiam ajudar o Brasil a ser mais competitivo”, disse Aécio.

O candidato destacou que o país cresceu mantendo a mesma média dos demais países da América Latina entre 1995 e o início do governo Dilma, mas que passou a sofrer queda na economia nos últimos três anos. “O Brasil fracassou. A atual presidente da República fracassou na gestão da economia, fracassou na gestão do estado, e fracassou na melhoria dos nossos indicadores sociais [ ...]. E por isso não merece mais um mandato”, disse.

Ao ser questionado sobre que medidas tomará para retomar o crescimento do país, Aécio não apresentou propostas concretas, mas voltou a dizer que já definiu quem será seu ministro da Fazenda. Segundo ele anunciou em debate de televisão no último dia 27, a pasta será chefiada pelo economista Armínio Fraga, que presidiu o Banco Central no governo de Fernando Henrique Cardoso.

“Olha, fiz algo ousado: sinalizei quem será o ministro da Fazenda para apontar na direção de política fiscal absolutamente transparente, o oposto do que estamos vivendo. E previsibilidade, sim”, declarou. “Quando você fala de previsibilidade, quero dizer que não farei um governo de improviso, um governo de choque, de planos mirabolantes”, completou.

Plano de governo
O candidato foi questionado pelos jornalistas Miriam Leitão, Chico Pinheiro e Ana Paula sobre o motivo para não ter apresentado ainda seu plano de governo. Sem definir uma data, ele afirmou que o documento será apresentado “nos próximos dias”. O candidato disse também que suas propostas são conhecidas, que as diretrizes de seu programa foram levadas ao TSE de “forma clara”, e que o documento terá “densidade”.

Aécio fez, ainda, uma provocação à candidata do PSB, Marina Silva, sem citar o nome da presidenciável. Um dia após divulgar o plano de governo, a campanha de Marina retirou do texto trecho que apoiava o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a criminalização da homofobia.“Tenho dito: [o meu] não será um programa de governo feito a lápis, para que se passe uma borracha”, disse.

Fator previdenciário e superávit primário
Durante a entrevista, Aécio também criticou o baixo superávit primário que a economia brasileira tem alcançado e disse que, caso seja eleito, encontrará uma “situação complexa”. O superávit primário é a economia que o governo faz para conseguir pagar os juros da dívida pública.

O candidato também voltou a dizer que vai discutir com trabalhadores e aposentados uma saída para substituir o fator previdenciário, mecanismo criado no governo FHC que desestimula a aposentadoria por tempo de contribuição antes da idade mínima de 60 anos para mulheres e 65 anos para homens. Pelo fator, quanto mais cedo a pessoa decidir se aposentar, menor será o valor do benefício.

Aécio também negou que já tenha dito que irá acabar com o fator. “Eu não disse que vou acabar. Eu me reuni com as centrais sindicais e assumi o compromisso de discutirmos uma alternativa ao longo do tempo ao fator previdenciário. Acabar com o fator previdenciário sem colocar algo no lugar seria uma leviandade”, disse.

Petrobras
Aécio voltou a defender o que ele chama de reestatização da Petrobras. “O que eu vou mandar fazer é devolver a Petrobras aos brasileiros, nas mãos dos brasileiros. Vou reestatizar a Petrobras. Vou tirar a Petrobras das mãos de um grupo político que se apoderou da nossa maior empresa para fazer negócios.”

Segurança Pública
O candidato também defendeu uma nova política de segurança pública, com foco no aumento da participação da União nos gastos de estados e municípios na área. Segundo Aécio, um eventual governo seu terá investimentos nas polícias e na política de controle das fronteiras.

“Eu terei uma relação diferente do atual governo com os países produtores de drogas. A Bolívia produz quatro vezes mais folhas de coca do que consome internamente em seus altiplanos. E essa droga que vem matar gente no Brasil. Não vamos dar financiamento nesses países se eles não fizerem o dever de casa”, concluiu. (G1)

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Vantagem criminosa.


Dilma Rousseff veicula uma campanha milionária. Talvez bilionária. Manda cartas praticamente extorquindo empresários para que façam doações. É beneficiada por empreiteiros corruptos, aqueles mesmos que montaram o Petrolão da Petrobras. Além disso, usa a máquina pública de forma despudorada. Chega a ser nojento ver aquela figura patética nos seus terninhos de cada cor e no seu passo de aliá surgir todos os dias das profundezas do Alvorada para dar entrevistas arrogantes e desaforadas para a Imprensa chapa-branca que cobre a presidência. O uso do palácio foi motivo de crítica até mesmo de José Antônio Dias Toffoli, um petista, ex-assessor de José Dirceu, instalado na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, onde é a última palavra na eleição em que o PT, ao que tudo indica, será varrido do poder. Ontem, irônica, Dilma respondeu a acusação dizendo que, se não usar o Alvorada, será uma " sem teto". Com o dinheiro que gasta na sua campanha, poderia ter alugado um imóvel em Brasília, onde separaria o público do privado, onde seria apenas a candidata e não aquele simulacro de Obama rompendo pelo corredor do palácio que é de todos brasileiros, onde ela é apenas a ocupante da vez. Aliás, não há governadores em reeleição como Geraldo Alckmin, Beto Richa ou Marconi Perillo usando residências oficiais para dar entrevistas coletivas. Toffoli chamou o uso do Alvorada de "vantagem indevida". Poderia ter sido mais duro, como juiz. O que se vê é uma vantagem criminosa.

domingo, 21 de setembro de 2014

Senador do PT da Bahia pego com a boca na botija


O senador Walter Pinheiro  sempre se orgulhou de estar do lado certo nas disputas políticas. Quando o PT mergulhou no mar de lama do mensalão, ele foi uma das poucas vozes petistas a falar contra a prática, batendo de frente inclusive com a cúpula mensaleira e seu próprio partido. Na edição desta semana de VEJA, porém, o senador aparece no lado oposto do enredo. Dalva Sele, a presidente do Instituto Brasil, uma ONG criada por petistas para desviar recursos públicos, disse que parte da campanha dele foi financiada com dinheiro roubado dos pobres – recursos do Fundo de Combate à Pobreza que deveriam ter sido usados para construir casas para a população carente da Bahia.
Segundo Dalva, a campanha de Walter Pinheiro à prefeitura de Salvador, em 2008, foi bancada com o dinheiro sujo. Os móveis do comitê, as refeições dos cabos eleitorais, os carros de som, faixas, panfletos e o aluguel de uma Parati que transportava o candidato – tudo foi pago pelo  Instituto. Atual vice-líder do PT no Senado, Pinheiro nega as acusações, diz que foi enganado e culpa seu partido, o PT, pelo escândalo. A presidente do Instituto disse que a mulher de Pinheiro era quem buscava o dinheiro durante a campanha.

sábado, 20 de setembro de 2014

Lama do Petrolão chega cada vez mais perto de Dilma.


O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa citou nos depoimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal que o esquema de desvios de recursos na estatal não era exclusividade de sua área, mas ocorria também em outras diretorias da empresa. Segundo a Folha apurou, ele mencionou ter conhecimento de irregularidades praticadas na diretoria de Serviços e na divisão internacional durante o período em que integrou a cúpula da petroleira, entre 2004 e 2012. 

A diretoria de Serviços e Engenharia foi ocupada, à época, por Renato Duque. Indicado pelo PT, ele era um dos membros do alto escalão da petroleira mais próximos da cúpula do PT no governo Luiz Inácio Lula da Silva. A área internacional estava sob responsabilidade de Nestor Cerveró, apoiado por petistas e peemedebistas. 

Relatos obtidos pela Folha com advogados que têm acesso a informações do processo de delação premiada de Costa dizem que o ex-diretor citou nominalmente os ex-colegas, mas não indicam se ele os incriminou diretamente. Também não está claro se ele incluiu essas informações em seu acordo de delação, no qual é obrigado a apresentar evidências ou apontar caminhos para provar o que diz, ou se falou sobre algo que conhecia sem ter detalhes --ensejando, assim, novas apurações pela polícia e pelos procuradores da República. 

Entre as irregularidades já conhecidas que atingem as duas diretorias citadas pelo ex-diretor de Abastecimento, preso em março na Operação Lavo Jato da Polícia Federal, estão a compra da refinaria de Pasadena (EUA) e a construção da refinaria Abreu e Lima (PE). 

Assim que Paulo Roberto Costa decidiu fazer a delação premiada, um dos familiares do ex-diretor disse a advogados da disposição de ele envolver ex-colegas na estatal em seu depoimento, como Duque e Cerveró. Ele disse a esses interlocutores, segundo a Folha apurou, que não iria cair sozinho.Duque já aparece citado em outro inquérito da Polícia Federal para apurar irregularidades nos negócios da Petrobras. A polícia apura sua relação com outros funcionários da estatal suspeitos de evasão de divisas. 

Alertados, amigos do ex-diretor de Serviços o procuraram. Segundo relato à Folha, Duque negou a esses interlocutores qualquer intimidade com eventuais negócios de Costa. A reportagem não conseguiu localizá-lo nesta sexta-feira (19). O advogado de Nestor Cerveró, Edson Ribeiro, disse que as declarações de Paulo Roberto "não têm o condão de contaminar a conduta de demais pessoas" e que, antes de acusar alguém, "é preciso apresentar provas". Ribeiro afirmou ainda que seu cliente só vai se pronunciar se for notificado oficialmente. A Petrobras não se manifestou até a conclusão desta edição sobre o caso.

TENSÃO
O envolvimento de ex-diretores da estatal ligados ao PT no esquema revelado na delação por Costa deixou o governo Dilma Rousseff em alerta e gerou tensão na equipe presidencial e na campanha da reeleição da petista. Na versão de assessores presidenciais, que descartam a existência de riscos de envolvimento da presidente no escândalo, o temor é que Costa queira dividir responsabilidades para atenuar as acusações contra si. 

Entre os petistas, o diretor considerado mais próximo do PT era exatamente Duque, conhecido por ter boas relações com o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. Vaccari já foi citado nas investigações da Lava Jato e admitiu conhecer, sem precisar o relacionamento e negando irregularidades, o doleiro Alberto Youssef, apontado pela PF como cérebro financeiro do esquema de desvio de dinheiro da Petrobras.(Folha de São Paulo)

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Eleitor desvenda Marina: rejeição dobra e vai a 22%.


Não foram os ataques do PT que fizeram estrago na imagem beatificada pela mídia de Marina Silva. A lembrança de que ela passou mais de 20 anos no PT e só saiu à cata de um partido quando decidiu ser candidata a presidente foi o principal motivo para que a rejeição da ex-petista subisse de 11% para 22% em trinta dias. Se o eleitor não tivesse entendido perfeitamente o que Aécio tem dito a respeito do petismo de Marina a rejeição dele é que teria aumentado. Ficou nos mesmos 21%. Os brasileiros estão vendo que não há nada de "nova política" na candidata. Quanto mais próximas as eleições, maior a atenção e conscientização do eleitor. E a tendência é que os votos voltem ao seu devido lugar, sem dó e nem piedade, que é o que Marina Silva tenta despertar com histórias de fome e doença, contadas com a voz embargada, em deplorável manifestação do mais tosco populismo. 

Dilma estoura meta às vésperas da eleição e inflação vai a 6,62%.


A prévia da inflação oficial brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), ficou em 0,39% em setembro, informou o IBGE nesta sexta-feira. Em agosto, o indicador havia subido 0,14% e, em julho, 0,17% e, em setembro de 2013, de 0,27%. Em 12 meses, o IPCA-15 agora acumula alta de 6,62% e, no ano, de 4,72%.

O sistema de metas de inflação do governo é orientado pelo IPCA. A meta central é de 4,5%, podendo chegar a 6,5% no ano. Para segurar o avanço dos preços, o Banco Central fez nove elevações seguidas na taxa básica de juros, a Selic, até os 11% atuais, que vêm sendo mantidos desde maio.

Segundo o instituto, os preços dos alimentos voltaram a subir e foram para 0,28%, depois de recuarem 0,32% em agosto, puxados, principalmente, pelas carnes, que ficaram 2,30% mais caras de um mês para o outro, pela refeição fora de casa, que teve aumento de 0,90%, e pelo leite longa vida, com 1,47%.

Também o vestuário acelerou — de deflação de 0,18% para inflação de 0,17% —, além do item Despesas Pessoais (de -0,67% para 0,31%) e Comunicação (de -0,84% para 0,56%). No grupo dos Artigos de Residência (de 0,41% para 0,43%) as variações ficaram próximas de um mês para o outro.
O IBGE explica que as diárias dos hotéis, que haviam sido as responsáveis pela deflação do grupo Despesas Pessoais em agosto (com queda de 23,54%), em setembro ficaram quase estáveis, com ligeira queda de 0,09%.

Já o item empregados domésticos avançou 0,78%, mas o cálculo teve que ser adaptado diante da indisponibilidade das informações da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) para Salvador e Porto Alegre com referência aos meses de maio, junho e julho, por causa da greve do IBGE.